Atriz que protagonizou ‘Malhação’ descobre doença degenerativa: ‘Meu mundo caiu’

A atriz Ludmila Dayer, que protagonizou “Malhação” no início dos anos 2000, revelou que foi diagnosticada com esclerose múltipla. Em uma live no Instagram, a artista, de 39 anos, disse que a doença degenerativa foi ocasionada pelo EBV (Vírus Epstein–Barr), um herpes vírus que na maioria das pessoas não apresenta sintomas. No caso de Ludmila, foi diferente. Em meados de 2019, ela começou a sentir fraqueza e associou isso ao estresse. “Eu era uma pessoa que praticava muitos esportes, malhava, achava que tinha saúde e, de repente, meu corpo começou a ficar esquisito e a não funcionar direito”, contou. Os sintomas só pioraram e, no início de 2020, antes da pandemia parar o mundo, ela testou positivo para a Covid-19. “Peguei na Ásia, logo aquela primeira frente. Nem sabia que estava com Covid, mas nunca tinha ficado tão mal. Quase morri, foi bem difícil mesmo. Depois da Covid, nunca fiquei totalmente boa. Comecei a ter uns sintomas muito estranhos, comecei a passar muito mal, a ter perda de memória, perda de reflexo, um problema atrás do outro.”

Fraqueza, desmaios, queda de cabelo, dificuldade para enxergar, a artista passou a apresentar cada vez mais sintomas e começou a fazer diversos exames. “Fiquei indo ao médico por um ano e ninguém me falava nada, ninguém descobria o que eu tinha e comecei a ter pânico junto”, falou. Ludmila passou a ter acompanhamento psicológico, mas a saúde foi ficando cada vez pior. “No final do ano passado, depois de rezar muito e pedir a Deus uma orientação, descobri um médico aqui em Los Angeles que me diagnosticou com um negócio chamado EBV, que é um vírus que é da família da herpes. Depois que você fica doente a primeira vez, ele fica adormecido pelo resto da vida, só que em algumas pessoas esse vírus acorda, fica reativo e começa a causar vários distúrbios no corpo”, explicou. O EBV, segundo ela, foi o que desencadeou a esclerose múltipla e receber esse diagnóstico não foi fácil.

“Meu mundo caiu porque é uma doença crônica. Falei: ‘Meu Deus, estou no auge do meu trabalho, projetos, começando a dirigir agora, o que vai acontecer com a minha vida?’. Foi uma loucura.” A atriz passou a estudar sobre o vírus e a doença degenerativa e descobriu que uma alternativa era mudar seu estilo de vida. “O único tratamento que existe para o EBV até hoje é através da alimentação. A única alternativa para os meus sintomas diminuírem era eu mudar minha alimentação. Meus sintomas estavam tão sérios que duas vezes na semana eu ia parar no hospital”, comentou. “Estava num ponto que não podia sair de casa, não podia dirigir sozinha, minha vida começou a ficar limitada.” Focada em recuperar sua liberdade, Ludmila mudou sua alimentação com orientação médica e sentiu os benefícios. “Seis meses depois que comecei a fazer essa dieta, não tenho sintoma nenhum, estou vivendo hoje em dia sem sintomas”, afirmou emocionada.

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