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Aprovado projeto de Martins que garante exames de prevenção à trombofilia no Paraná

Por Itamarati News em 10/02/2020 às 17:31:21

O projeto prevê uma detalhada anamnese médica, que é um procedimento fundamental para estabelecer o diagnóstico preciso e instituir as condutas terapêuticas mais adequadas logo na primeira consulta com o médico de saúde da família ou o ginecologista. Isso irá permitir ao profissional conhecer o histórico familiar da paciente, principalmente com relação aos parentes de primeiro grau com diagnóstico de trombose ou de gravidez com complicações, e outros fatores hereditários.

“Após a realização da anamnese, constatada a importância da realização do exame, o médico fará a solicitação com as justificativas na guia com o pedido”, completou Martins.

O projeto prevê também que o órgão responsável pela saúde no Estado realize campanhas sobre os riscos da trombofilia em mulheres que fazem uso de anticoncepcional e que são portadoras do gene, além dos cuidados que a gestante precisa ter para prevenção e tratamento.

O projeto segue agora para redação final e análise do governador Carlos Massa Ratinho Júnior.

Deputado Luiz Carlos Martins – Foto: Orlando Kissner/Alep

Na gravidez

Como o sangue fica mais espesso, pode haver entupimento tanto das veias da mãe como obstrução da circulação do sangue que vai para a placenta. Se metade das veias da placenta entopem, ela começa a se descolar antes da hora – esse é um dos principais riscos para grávida com trombofilia. Em relação à saúde da mãe, uma das complicações mais temidas é a embolia pulmonar, que é quando as artérias ou veias do pulmão ficam obstruídas. Além disso, a gestante com trombofilia tem mais risco de desenvolver pré-eclâmpsia.

Sintomas

Muitas vezes essa condição é assintomática, mas um dos sinais de alerta é o inchaço repentino. Aquelas gestantes que têm pré-eclâmpsia antes de 34 semanas de gravidez também devem ficar atentas. Outro sinal de alerta é quando a barriga da mãe cresce pouco, já que o bebê não se desenvolve como esperado.

Se não for tratada, a trombofilia pode diminuir as chances de ter um filho vivo para 10%. Com o tratamento, essa taxa sobe para 85 a 90%.

Fonte: Banda B

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